MINHA HISTÓRIA NO TEATRO

Eu era tímida, muito fechada em mim mesma, mas encontrei uma forma de expressão…Descobri o palco…A timidez e a incapacidade de falar desapareceram. Era como se aquele fosse outro mundo. Não interessava se eu era boa ou não, o importante era que eu estivera no céu e lá queria ficar…Era como uma droga. No mundo exterior eu não tinha força, não conseguia dizer o que pensava, nem sabia direito o que pensava. Mas, em cena, eu me encontrava. Não me importava que me achassem agressiva ou algo assim. Lembro que o professor de teatro me chamou e pediu com muito jeito: “Será que você poderia ser mais simpática com os outros alunos?” Eu fazia monólogos de 45 minutos porque não confiava em ninguém para atuar comigo.

Se der esse depoimento para alguém que me conhece ler a pessoa dirá: “Foi a Marzia que escreveu/disse isso”. Realmente esse depoimento revela a minha vida no teatro mostra como foi a minha relação com o palco e especialmente com os meus colegas, a história é exatamente a mesma ( me achavam agressiva e eu não ligava, fiz monólogos por que não confiava em ninguém…etc)

Pois é, faço minha as palavras de Sally Field , grande atriz americana  (confira na revista Seleções -Agosto de 2001).

Como é bom saber que existe gente como a gente, alguém que viveu as mesmas coisas, agiu da mesma forma mesmo que tenha sido em outra época (as vezes a gente se acha um ET); principalmente quando se trata de uma pessoa de sucesso, vencedora!

Pra quem ficou curioso vou fazer um resumo da minha  história em uma fábula:

Era uma vez um bando de insetos dos mais variados tipos que voavam alucinadamente em torno de uma lâmpada, numa ânsia desenfreada de entrar dentro desta e se tornar parte de sua luz.

Certo dia surgiu um pequeno vagalume solitário que se encantou com o espetáculo enlouquecido da revoada de insetos.  Os outros insetos logo perceberam o vagalume e acharam que ele também queria entrar na lâmpada, mas o pobrezinho só queria voar junto com eles… também acharam, por uma estranha razão, que por causa de seu pisca-pisca ele conseguiria entrar antes deles na lâmpada. Então impuseram-lhe uma condição: para fazer parte do bando ele teria que apagar o seu pisca-pisca para sempre.

No desejo de ter companhia o vagalume até tentou apagar o seu pisca-pisca, mas não conseguiu, a luzinha piscante fazia parte da sua natureza, não havia como apagá-la. Então o vagalume passou a fazer vôos solitários pelas imediações.

Os outros seres vivos gostaram de ver o vagalume voando solitário com seu pisca-pisca brilhando na escuridão. Isso incomodou ainda mais os insetos, que resolveram tentar apagar o pisca-pisca do vagalume na marra. Tentaram de todas as formas possíveis e imagináveis e não conseguiram…mas eles continuam tentando…

 

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