Amigdalectomia: Rito de Passagem

Acabei de passar pelo último rito de passagem da juventude; a extração das amigdalas.

Fui muito bem cuidada em um dos melhores hospitais de São José o ANTONINHO DA ROCHA MARMO.

As primeiras horas pós cirurgia foram difíceis na base do vômito,  sangue, suor e lágrimas mas recebi todo o cuidado necessário da enfermeira Alexandra (um verdadeiro anjo) que me socorreu a noite inteira. Na manhã seguinte acordei com um delicioso breakfeast à minha espera: leite com chocolate, gelatina e iogurte, pena que não pude saborear direito, mas só a sensação de tomar café da manhã na cama foi o suficiente para fazer o momento ser gostoso.

O difícil mesmo foi a fase de recuperação em casa, a cada quatro horas tinha que tomar um analgésico fortíssimo a base de morfina, a cada seis horas o famigerado Ibuprofeno. A dor era pontual, era ela que me avisava a hora exata de tomar os remédios e era fortíssima.

Um gosto ruim na boca era constante e incômodo, porque  há uma queimadura na região das amigdalas, não existe pontos. Parece que elas são extirpadas não com corte, mas sim com uma espécie de “massarico cirúrgico”. No local fica umas cascas amarelas da cor de catarro que vão caindo por volta do quinto dia.

O recomendado eram sete dias ingerindo somente líquidos, eu só consegui comer sólidos depois de dez dias(coisas bem molinhas e macias) e ainda era muito ruim engolir. Ao contrário do que dizem as pessoas, não é bom tomar gelado,como sorvete por exemplo, na verdade o gelado é tão terrível de engolir quanto o morno.

Obrigado SUS por existir!

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