SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO

Na sexta-feira dia 06/05 fui ao SESI de São José dos Campos assistir a peça SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO montada pelo grupo ADID de Teatro, grupo formado por atores portadores de Síndrome de Down.

Admito que o que me motivou a ir foi a presença do diretor LEONARDO CORTEZ de quem me tornei fã desde que assisti “O CRÁPULA REDIMIDO”  o ano passado também no SESI. A propaganda que recebi por e-mail informava que haveria um bate-papo com o diretor depois da apresentação, então, eu não  poderia perder a oportunidade de rever Léo Cortez.

O teatro ficou lotado e havia a presença de convidados ilustres como o Vice-prefeito de São José (ou sub-prefeito como disse Léo sem querer), o presidente e o diretor da Fundação Cultural Cassiano Ricardo e os presidentes dos SESI’s de Pinda e Taubaté.

Antes da apresentação o presidente do SESI de São José fez um pronunciamento junto com o vice-prefeito com toda a pompa e circunstância de grande evento e chamou Léo Cortez para o palco tecendo elogios ao diretor e é claro pediu para que ele se pronunciasse. Léo humilde , generoso mas tenso, preocupado com a apresentação, agradeceu os elogios e a grande recepção e aproveitou para informar que um dos atores havia adoecido e que o ator substituto só havia participado de um único ensaio, assim pediu que todos o recebessem com respeito e calor.

Enfim, começou a peça e o público ficou boquiaberto, pasmo, muito impressionado, pareciam não acreditar no que seus olhos viam e no que seus ouvidos escutavam. A impressão que deu é que todos esperavam ver um espetáculo da qualidade das apresentações de crianças no jardim-da-infância, pré-primário.

Mas o que se viu foi de encher os olhos, os atores interpretavam bem, declamavam falas rimadas, muitas originais do texto de Shakespeare, executavam marcações e coreografias com perfeição.

Eu fiquei encantada. A peça tem uma sequência de acontecimentos rica, uma trama bem amarrada e nada foi obstáculo para eles, as mudanças de cenas, os núcleos de personagens…alguns representaram dois personagens diferentes! E tudo tão bem ensaiado, tão bem feito!

O elenco foi aplaudido de pé com louvor, o público ficou apaixonado.

Após o espetáculo aconteceu o “bate-papo” a maior parte do público continuou ali, estavam muito curiosos para conhecerem aquelas pessoas extraordinárias. Quase que não os deixam partir tirando fotos com os atores e parabenizando o diretor.

Quando estava indo pra casa lembrei-me de um professor/diretor de teatro com o qual fiz oficina há anos atrás; quando alguém cometia algum erro bobo mais de uma vez ele gritava: “O QUE É ISSO?! PARECE QUE TEM PROBLEMA DE CROMOSSOMOS!”. Pois, é naquele momento senti vontade de ter nascido com o “problema de cromossomos”  para poder estar ali fazendo Shakespeare dirigida por aquele diretor brilhante que sabe o que é e como se faz o verdadeiro teatro, enfim, ter vivido aquele sonho de uma noite de outono.

Não pude evitar de m

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