SANGUESSUGAS

“PARE DE ACREDITAR QUE AS CRÍTICAS SÃO CONSTRUTIVAS” é o conselho que a psiquiatra Jennifer James dá em seu livro “Women and the blues: Passions that hurt, passions that heal (Mulheres e depressão: paixões que ferem, paixões que curam  Editora Saraiva).

Como não acredito em “crítica construtiva” transcrevo aqui alguns trechos do livro da Dra James para reflexão.

Crítica construtiva

(…) Considero as críticas como sanguessugas porque é difícil nos livrarmos delas; elas grudam em nós com toda força e se deixarmos infeccionarão nossas vidas. Aqueles que criticam acham que seus comentários são “só provocação”, “só de brincadeira”, “construtivos”. Crítica construtiva é uma sanguessuga de smoking (traje a rigor MG). (…)

Problema do outro

(…)Você acredita que é seu problema, quando na realidade é da outra pessoa. As que oferecem sanguessugas estão tão preocupadas com seu próprio valor que precisam tentar rebaixar o outro só para manter-se na dianteira da competição. É uma forma de manter você sob controle.(…)

(…)As pessoas negam que são críticas, quando você as interrompe. Alegam que estão tentando ajudar. Mas críticas são o próprio oposto de ajuda. Críticas são usadas para competir,para comparar, para menosprezar a vítima, tudo isso sob o pretexto de fazer “para o próprio bem” do outro. A crítica escangalha a pessoa incentivos ajudam-na a crescer(…)

Os Críticos

(…) Os críticos já devem ter recebido tantas dessas sanguessugas gosmentas quando crianças que ainda estão tentando se livrar delas. Todo dia de manhã levantam-se com um balde cheio delas, pensando em quem irão despejá-lo(…)

(…)Essas pessoas que tem o balde cheio delas não conhecem a diferença entre crítica e incentivo. Pretendem magoar e o conseguem(…)

(…) Se perguntar por que lhe causaram aquela mágoa, podem ficar zangados com você, porque as pessoas que tem muitas sanguessugas pra descarregar tem mais medo ainda. O medo, em geral, se esconde atrás de raiva e irritação. Às vezes, transformam as sanguessugas em tipos menorzinhos, na esperança de que você não note. Podem também usar snduíches de sanguessugas: dois bons comentários com uma crítica no meio(…)

Nós

(…)Criticamos por força do hábito e, também, pela vontade de magoar, de humilhar, de controlar. Aceitamos críticas também por uma questão de hábito. Você pode até nem mesmo notar até que um número suficiente de sanguessugas se acumule e você acabe se sentindo deprimida sem saber por quê(…)

(…)Repetimos os padrões antigos. Sentimentos, sensações e atos conhecidos parecem seguros, mesmo quando são negativos. Se você recebeu um monte de sanguessugas quando criança e respeitosmente engoliu-as todas, procurará, quando adulta, ter pessoas a sua volta que a façam sentir-se em casa(…)

(…)Sua família e suas amigas não tem licença para criticá-la, mesmo que pensem que tem. O empregador faz um contrato com você no qual críticas estão incluídas. Você tem de resolver se valem ou não a pena(…) (se não valer abra seu próprio negócio MG)

O que devemos fazer

(…) Cave um buraco de mentirinha com o pé, jogue a sanguessuga lá dentro e cubra-o (…)

(…) Uma grande estratégia (se tiver senso de humor) é concordar com quem critica. Isso elimina o poder cáustico da sanguessuga desintegrando-a tal como se você a tivesse salpicado de sal(…)

Exemplo:

Sanguessuga: Como você engordou querida! Será que foram 10kg?

Você: Sim, na realidade foram quase 13. Não é terrivel?

Sanguessuga: E você não pretende fazer nada a respeito?

Você: Acho que não… pretendo ficar gorda por algum tempo.

CONSELHOS

(…)Lembre-se:

Não critique os outros de volta, nem os ataque.

Casamento ou paternidade/maternidad não são certificados de permissão para criticar.

Pare de acreditar que as críticas são construtivas.

Incentive em vez de criticar. Um beijo, um abraço, jamais uma sanguessuga!

Após refletir sobre o que li pensei no seguinte:

Sanguessugas já foram usados para fins terapêuticos; elas eram aplicadas nos doentes e sugavam o sangue infectado de vírus ou bactérias e terminavam tirando a doença da pessoa… Fica a dica!

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