INSENSATO CORAÇÃO

Eu não poderia deixar de comentar aqui sobre a novela INSENSATO CORAÇÃO. Há muito tempo eu não acompanhava uma novela capítulo à capítulo!

Gilberto Braga havia “perdido a mão” para escrever boas novelas, mas parece que a recuperou (ou contou com a ajuda de colaboradores mais criativos).

Adorei a novela! Me envolvi muito, me emocionei, me revoltei, torci e aprendi muitas coisas…foi muito bom!

Poucas coisas me desagradaram, uma delas foi o final do personagem do Lázaro Ramos, o André. Pra mim o final ideal seria: ele ter adoecido há dois mêses antes da semana final e depois da cirurgia ter se tornado enfim, um homem maduro e consciente e não voltado a ser o mesmo “pegador” se expondo ao risco de contrair doenças sexuais, mesmo depois de ter sido vítima de um câncer justamente na genitalha. Francamente acho que estragaram o destino do personagem para que o personagem de Antônio Fagundes não terminasse solitário. Acho que teria sido mais interessante a participação especial de uma estrela nos últimos capítulos para ser o par romântico do galã grisalho.

Também acho que teria sido mais marcante o gran finale se o assassino de Norma tivesse sido a presidiária Araci, que poderia – nessas viradas de ficção – ter fingido a própria morte na época que Norma a asfixiara e voltado para a derradeira vingança. Teria sido um momento glorioso para a carreira de Cristiana Oliveira e uma revelação surpreendente para os telespectadores.

Mas o momento foi glorioso para Natália do Vale que merecia mesmo ter um personagem que fosse algo mais que alguém fútil, então valeu assim mesmo.

Uma grande pena foi Ana Paula Arósio e Fábio Assunção terem sido afastados do trabalho. A novela, com a participação dos dois teria sido bem melhor, alcançando o nível de “VALE TUDO” (grande sucesso do mesmo autor). Eriberto Leão e Paola Oliveira desempenharam muito bem seus papéis e até surpreenderam, mas seus colegas afastados possuem presença de cena mais intensa.

Ao assistir a cena do duelo final entre os irmãos Pedro e Léo, fiquei imaginando como teria sido se ali estivesse Fábio Assunção junto com Gabriel Braga Nunes (este diga-se de passagem, deu uma virada na carreira à la Ronaldo Fenômeno, apagando da memória do público seu polêmico envolvimento com um travesti)…os closes nos expressivos olhos azuis de ambos naquele momento de intensa emoção, Pedro finalmente descontando com os punhos toda a ira reprimida…teria sido uma cena antológica, pra entrar para a história da teledramaturgia.

Mas valeu, “valeu tudo”, dá mesmo pra vestir a camisa “Denis Forever”. Parabéns “Núcleo Denis Carvalho”!

PS: O chato é que a atual novela tá muito difícil de engolir…ter que ver Lília Cabral novamente vivendo uma “mal amada” azarada como em Divã e Cristiane Thorloni como a perua fútil semelhante a que representou em CAMINHO DAS ÍNDIAS, é dose! Pra mim não tá dando. Bom, questão de gosto não se discute.

 

 

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