POR QUE AS MULHERES SE APAIXONAM E OS HOMENS NÃO?

“Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor?”; “Por que os homens mentem e as mulheres choram?” (são nomes de livros famosos);” Por que os homens fogem/somem/ se afastam quando percebem/sabem que a mulher está apaixonada?”( pergunta frequente na internet em locais como o YAHOO perguntas, blogs… e revistas femininas publicam constantemente matérias com uma variedade imensa de respostas e soluções). São perguntas diferentes para a mesma questão: POR QUE AS MULHERES SE APAIXONAM E OS HOMENS NÃO?

Aqueles que gostam de falar “não generalize, nem todos são iguais” me perdoem (e façam um favor a si mesmos, parem de ler esse post agora! Vão fumar sua maconha, beber sua cervejinha em paz) mas, não serei hipócrita, TODO MUNDO – sim, generalizando mesmo –  sabe que as mulheres se apaixonam com mais frequência e intensidade que os homens. TODOS sabem que existem MUITO mas MUITO MAIS, mulheres sofrendo por amor do que homens.

Depois de refletir e investigar bastante o assunto resolvi procurar entender qual era o X da questão e cheguei a uma conclusão que se divide em duas respostas, duas explicações. Não sou dona da verdade nem especialista, apenas uma mulher querendo ajudar outras mulheres normais como eu (as “super mulheres” que não sofrem por amor, nem por nada, por favor, vão ler outra coisa).

Bem, então vamos lá:

1- Homens foram educados para fazerem sexo por diversão e as mulheres não.

 Mulheres não foram – e ainda não são – educadas para fazerem sexo por diversão. Pai e mãe falam para o filho: “Vai lá filho, se diverte, aproveita a sua juventude!…só toma cuidado, não esquece da camisinha!”. A filha geralmente ouve: “Olha lá hein, não vai ficar andando com um e com outro pra depois ficar com fama de vagabunda…cuidado!Não vai me arrumar um filho antes da hora…sabe como são os homens eles aprontam e depois não querem nem saber.”

Nos tempos de escola e faculdade as amigas e os amigos gays podem até terem dado uma força nesse sentido: “Por que você não transa com fulano? ele tá afinzão de você…Ah, você não gosta dele? Bobagem, transa só pra curtir!” . Só que muitas vezes essas “amigas” são aquelas que espalham pra todo mundo que a amiga “deu pra um monte de caras”.

Nós mulheres, em toda a história da humanidade, não fomos incentivadas a fazer sexo por diversão. Fomos incentivadas a fazer sexo por amor ou por interesse: “Faça somente se estiver apaixonada”; “Só faça com um homem que você goste”. Praticamente todas nós já ouvimos isso e também já nos incentivaram a fisgar o cara com dinheiro e se “entregar” para o chefe tarado para subir na carreira.

Carol Patrocínio publicou na sua coluna PRELIMINARES do YAHOO MULHER, um artigo intitulado  “PESQUISA COMPROVA QUE MULHERES NÃO FAZEM SEXO POR AMOR”. Trata-se da pesquisa feita pelos psicólogos Cindy Meston e David Buss da Universidade do Texas que resultou no livro:”WHY WOMEN HAVE SEX?”, neste livro estão listados 237 motivos pelos quais as mulheres resolvem ir pra cama com um homem e no artigo Carol salienta que “o amor” não aparece nem como último colocado na lista.

Impressionante como o motivo principal que leva os homens a temerem tanto se envolverem por mais de quatro transas com uma mulher, o motivo pelo qual eles abandonam as “apaixonadas”, é algo que talvez só exista na cabeça deles.

Na pesquisa as mulheres foram interrogadas com a seguinte pergunta: “Por que você faz sexo?” e os principais motivos relatados foram: deixar o cara seguro; fazê-lo acreditar que a relação vai bem; por agradecimento; para conseguir uma promoção; por dinheiro; por drogas; por vingança; por tédio e por ser forçada ou violentada.

Fazer para “fazer o homem se sentir seguro”, “para fazê-lo acreditar que a relação vai bem”…quer dizer, para agradá-lo…em suma: isso significa “sacrifício”. Paixão pode levar ao sacrifício. Confunde-se paixão com amor, quando uma mulher está apaixonada não quer dizer necessariamente que ela queira se casar com o homem (o que eles tanto temem) são coisas diferentes. Fazemos sexo por paixão e não por amor. Mas provavelmente as mulheres da pesquisa tiveram medo de responder isso e parecerem românticas que não sabem fazer sexo, que não sabem o que é gozar e terem suas fichas descartadas pelos pesquisadores, sendo descartadas por eles assim como o são pelos homens.

Enfim, a questão é que não é o sexo que faz com que nos apaixonemos por um homem, geralmente transamos justamente porque já estamos apaixonadas. Paixão não requer nem sexo, nem tempo de convívio; paixão pode acontecer à primeira vista. Podemos nos apaixonar por alguém que nunca vimos pessoalmente, por exemplo.

O certo seria o seguinte: o homem que não quer um relacionamento deveria sair somente com as “periguetes” e com as prostitutas, (embora até mesmo elas possam se apaixonar) e não seduzir uma mulher normal que não vê fazer sexo como andar numa montanha russa num parquinho de diversão: subiu no carrinho, deu uma volta e depois vai embora sem nem lembrar direito como foi. Mas o mundo é um lugar injusto e cruel e homens não gostam de fazer o “certo” porque o errado é mais divertido.

Depois de se divertirem eles dispensam as mulheres e elas choram e pensam: “Onde foi que eu errei?” “Eu fiz tudo o que ele queria..até aquela coisa nojenta que eu não gosto!” ;”Será que foi aquilo que eu falei? Ai, eu falo demais!”; “A outra deve ser mais bonita/ter mais dinheiro do que eu!”… E aí lá vão as mulheres procurarem as respostas nas revistas, na internet, nos livros e com os amigos gays.

As respostas das revistas e dos livros nos incentivam a ser as super mulheres que não nascemos para ser (e terminamos constatando que até mesmo elas passam pelos mesmos problemas de vez em quando). Os amigos gays, são o último estágio da derrota, mesmo passando por coisas bem piores que nós, eles não têm moral nem conhecimento real para aconselhar porque eles NÃO SÃO MULHERES; eles têm boa vontade, querem mesmo ajudar, mas não são capazes de fazer isso. Ouvindo seus conselhos furados as mulheres vão entrando num círculo vicioso e com a autoestima cada vez mais baixa,  se tornam cada vez mais dependentes de novos cortes de cabelos, tinturas, roupas, bolsas, sapatos, bijuterias, perfumes e cosméticos ( ou seja, tudo aquilo do qual eles entendem bem… rsrs) como verdadeiras drogas que trazem um pouco de alegria nos momentos de fossa.

A conclusão, o que leva a isso tudo, é a LENDA, a MENTIRA UNIVERSAL que tanto homens como mulheres acreditam: “UMA PESSOA SE APAIXONA PELA OUTRA SE O SEXO FOR MUITO BOM”. Isso é uma mentira, uma coisa tão falsa quanto feitiços pra “amarrar” a pessoa amada. Milhares de mulheres sofrem enormes decepções amorosas por acreditar nessa lenda; vão pra cama com o homem por quem estão apaixonadas, usam todas as técnicas aprendidas nas revistas, livros, com os amigos gays e com as amigas e o resultado é sempre o mesmo: o homem não se apaixona e dá um belo pé na bunda.

As pessoas que se apaixonam pelo sexo são os viciados em sexo, que geralmente são dependentes de alguma droga também e assim como eles mudam do álcool pra cocaína e dessa pro crack , eles também mudam de parceiros; chega uma hora que determinada mulher (ou homem) não dá mais”barato”.

2- COMPLEXO DE CINDERELA

É bem difícil para nós mulheres do tempo atual acharmos que sofremos desse complexo. Não fomos criadas lendo contos de fadas, então parece que isso não tem nada a ver com a gente. Quando pequei pra ler o livro COMPLEXO DE CINDERELA de Collete Downling, achei que não iria identificar nada alí que se relacionasse com as mulheres do segundo milênio, do século XXI, ledo engano. A maioria de nós mulheres ainda sofre em menor ou maior grau do tal COMPLEXO DE CINDERELA.

Das grandes executivas, mulheres influentes da política até a adolescente mãe solteira da favela, todas temos Complexo de Cinderela: todas sonhamos lá no fundinho da alma – mesmo sabendo que é algo impossível- que um dia vai aparecer um homem com todas as qualidades que a gente admira para ficar ao nosso lado e nos apoiar.

Quando deixar de existir, quando não ouvirmos mais falar em: “Dia da Mulher”,” Violência contra a mulher” , Delegacia da Mulher, “A mulher continua conquistando seu espaço no mercado de trabalho” … etc. Estará erradicado o complexo de Cinderela e nós não seremos mais desrespeitadas porque saberemos exatamente como nos fazer respeitar. Teremos entendido que não precisamos, de pai, de irmãos, de namorados (ou namoradas), de maridos, de amigos gays, nem de filhos para vivermos, para sermos felizes e realizadas.

Mas isso ainda vai levar mais uns mil anos pra acontecer. Um dia a gente chega lá!

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