Ser esperto ou ser inteligente? Eis a questão.

Vejam abaixo a imagem com uma pesquisa que foi publicada pela página do Facebook do jornal Folha de São Paulo. Essa imagem gerou muitos comentários porque a chamada dela era: “Para maioria, acreditar em Deus torna pessoa melhor, diz Datafolha.”

Na verdade essa parte sobre religião nem é o quesito mais interessante dessa pesquisa, mas enfim, foi o que acharam mais interessante para divulgar. É claro que isso gerou o já tradicional duelo entre cristãos e ateus nos comentários do Facebook.

Os ateus, aquela coisa de sempre, lembrando que o cristianismo, que eles costumam chamar de “igreja” cometeu as maiores atrocidades da história da humanidade, que as cadeias e penitenciárias estão repletas de gente que acredita em Deus e etc,etc. Os cristãos – nessas horas evangélicos e católicos se tornam amigos – defendendo “a igreja”, usando a Bíblia, ou melhor, “a palavra de Deus como argumentação, etc, etc.

Eu perdi meu precioso tempo e comentei o seguinte:

Deus é igual amor, só existe para quem acredita, se você não acredita, não existe e pronto. Sinceramente me parece que os ateus ou ateístas são tão passionais quanto os evangélicos e os católicos fervorosos, essa mania de ficar discutindo com os que acreditam em Deus é absurda. Ignorem, deixem os outros acreditarem em tudo o que quiserem, é uma coisa sem jeito! Outra coisa: esse negócio de associação de ateus; associação é a mesma coisa de igreja. Do momento que um grupo de pessoas que acredita na mesma coisa (nesse caso acredita que Deus não existe), que pensam da mesma forma se unem, a ponto de criarem uma associação, já virou irmandade, já virou religião, já virou igreja. Se tiver uma sede, vai precisar pagar, água, luz, etc… sendo assim vai precisar de dinheiro, senão vender algo, vai precisar de doações dos membros, ou seja, a mesma coisa que igreja!

Na verdade, o que me chamou a atenção mesmo nessa pesquisa foi a parte sobre o que pensa “a esquerda” sobre o assunto drogas. E sobre isso eu fiz o seguinte comentário:

“Uso não deve ser proibido, pois é o usuário que sofre as consequências.” Nossa tem que ser muito burro pra pensar assim. Quando o viciado não consegue mais trabalhar ele tem que roubar pra poder sustentar o vício e sobreviver, e quando rouba termina tendo que agredir e muitas vezes matar e sobre o efeito da droga não consegue ter controle sobre a agressividade e é capaz de cometer os mais bárbaros atos de violência contra qualquer pessoa até mesmo a própria mãe. E com relação a maconha, nem todo viciado nessa droga é bonzinho “paz e amor”, deixa o viciado ficar completamente sem grana pra comprar pra ver o que é capaz de fazer.

Interessante é que todos nós brasileiros somos como garçons carregando os pratos dos valores ideológicos de “esquerda” e “direita” caminhando por um restaurante de quinta abarrotado de mesas com gente faminta chamando-nos por todos os lados. Temos que servir a todos com o que há nos dois pratos e ainda temos que ficar muito atentos, porque existem “clientes” que só comem a comida de um dos pratos, o prato da esquerda ou o da direita.

No momento atual, estamos nos vendo pressionados a escolher servir somente à um tipo de cliente. Se servirmos exclusivamente àqueles que comem no prato da esquerda estaremos sendo espertos; se servirmos exclusivamente aos que comem no prato da direita estaremos sendo inteligentes.

O que fazer? Ser esperto ou ser inteligente?

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