Adeus, Shirley Temple!

Morreu nessa segunda-feira 10 de Fevereiro a atriz Shirley Temple. Muita gente imaginava que ela já havia morrido afinal, a imagem que todos tem na mente é da menininha loira de cabelos cacheados dos filmes antigos em preto e branco colorizados por computador, tão antigos que nem na televisão passam mais. Shirley abandonou a carreira por volta dos vinte anos então, foi realmente como se aquela atriz mirim tivesse realmente morrido há muitos anos atrás. Mas não, ela estava viva – até ontem – e  teve uma vida intensa e significativa depois de ter saído da mira das câmeras e dos holofotes atuando na carreira diplomática.

Shirley Temple mostrou ao mundo que artista já nasce artista e todas as técnicas que venha a aprender só servem para lapidar aquilo que já nasceu com o indivíduo. Prodígio e fenômeno eram os qualificativos usados para definir e rotular a atriz mirim que encantou o mundo nos anos 30.

Shirley conseguiu sobreviver a todas as pressões e martírios do mundo do show business de Hollywood; conseguiu sobreviver a passagem de atriz mirim para jovem atriz com todas as comparações críticas a respeito da mudança de aparência ocorrida na puberdade que não costuma ser bem aceita pelo público – a maioria absoluta das celebridades que alcançam a fama na infância, terminam se afundando nas drogas e na depressão por não conseguirem suportar essas circunstâncias e se tornam mortos-vivos que se arrastam por muito tempo até tomarem coragem de cometer suicídio com uma overdose ou morrerem de alguma doença adquirida devido a vida desregrada- e para coroar, conseguiu sobreviver a um câncer de mama numa época onde câncer era sinônimo de morte.

Shirley soube sair de cena na hora certa e mudou para a carreira certa para pessoas com a sua personalidade. Segundo as histórias de bastidores, Shirley sempre foi, desde criança, aquele tipo de gente que chamamos de “boa praça”, uma pessoa que se dava bem com todo mundo, com todo tipo de gente, que fazia amizades com facilidade, conciliadora, simpática, política…enfim, diplomática.

Talvez tenha deixado a carreira de atriz por ter trabalhado demais: começou a atuar aos três anos de idade e chegou a fazer quatro filmes por ano! Talvez tenha desejado se manter afastada da sujeira que existe por trás de todo o glamour de Hollywood e que ela devia conhecer mais do que ninguém…enfim, nunca saberemos.

Suas atuações transformaram filmes regulares em grandes filmes. Ela chegou aos píncaros da glória: aclamada pelo público e pela crítica. Se faltou algo em sua carreira de atriz, esse algo foi interpretar a protagonista de O Mágico de Oz, coisa que só não fez porque o estúdio para o qual trabalhava o Fox, não quis emprestá-la para a Metro e assim Judie Garland teve a sua oportunidade de entrar para a história.

Eu vim conhecer melhor a obra dela no ano passado e me encantei!Os melhores filmes dela na minha opinião são: A PEQUENA REBELDE, HEIDI, O  ANJO DA FELICIDADE, A MASCOTE DO REGIMENTO, OLHOS BRILHANTES e A PEQUENA ORFÃ, necessariamente nessa ordem. O meu predileto é “A Pequena Rebelde”, que pra mim é como um “pai” de “E O VENTO LEVOU” e recomendo para quem ainda não assistiu o grande clássico que veja o filme da pequena brilhante antes.

Shirley se foi com 85 anos de causas naturais no conforto do seu lar. Descansou realmente em paz.

Shirley num de seus mais belos números de dança em "A Pequena Rebelde"
Shirley num de seus mais belos números de dança em “A Pequena Rebelde”
Shirley na emocionante cena com o presidente Abraham Lincoln em "A Pequena Rebelde".
Shirley na emocionante cena da menina pedindo a clemência do presidente Abraham Lincoln para que o pai preso não fosse executado em “A Pequena Rebelde”.
Shirley em cena: Diziam que ela ensaiava as cenas dos roteiros com suas bonecas antes de ensaiar com os colegas.
Shirley em cena: Diziam que ela ensaiava as cenas dos roteiros com suas bonecas antes de ensaiar com os colegas.
Sortuda: a linda criança  se transformou em uma linda mulher, coisa que   dificilmente acontece.
Sortuda: a linda criança se transformou em uma linda mulher, coisa que dificilmente acontece.
Shirley na melhor idade: ainda bonita, feliz e realizada como mulher e profissional de duas áreas diferentes
Shirley na melhor idade: ainda bonita, feliz e realizada como mulher e profissional de duas áreas diferentes
Deixou sua marca na calçada da fama e em nossos corações!
Deixou sua marca na calçada da fama e em nossos corações!
O sorriso que ajudou os EUA a superar a depressão.
O sorriso que ajudou os EUA a superar a depressão.
A inesquecível carinha de boneca!
Nunca mais apareceu outra criança tão brilhante como ela em Hollywood
A inesquecível carinha de boneca
A inesquecível carinha de boneca

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