Homenagem aos 35 anos do Projeto Tamar

Eu fiz um vídeo em homenagem aos 35 anos do Projeto Tamar. Visitei a sede do projeto de Ubatuba SP e fiquei inspirada. No vídeo vocês verão uma adaptação da lenda japonesa Urashima Taro com o Teatro Balalaika de Moscow, o meu teatro de fantoches.

20150422_232148 Duas tartarugas de tecido adquiridas na loja do projeto fazem uma participação muito especial, são as “atrizes” convidadas entre os bonecos do Balalaika. Uma das tartaruguinhas foi feita à mão, por artesãs de comunidades ribeirinhas de uma das ações do projeto e a outra foi fabricada em uma indústria brasileira e o que é mais importante: 100% da renda obtida com a venda de tartaruguinhas como elas e de todos os diversos produtos que estão à venda na loja do projeto é revertida para a preservação das Tartarugas Marinhas!

A adaptação da história é bem original, a principal diferença das outras adaptações é Tartaruga tem uma participação e importância maior na história e tem um nome, que é nada mais nada menos que uma parte do nome da história e do protagonista “Taro”.

ASSISTAM!

CONHECENDO O TAMAR

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A história do Projeto Tamar começa com um grupo de estudantes de oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande (RS). Eles faziam excursões pelas praias para coleta de materiais e flagraram a violência contra as tartarugas marinhas, em 1977. Eles alertaram o antigo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal, que resolveu tomar providências.

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Em 1980, o antigo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal e atual Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente) criou o Projeto Tamar. No começo, houve resistência dos pescadores, que viam nas tartarugas uma fonte de alimento e renda. O projeto foi tão bem sucedido que a mortalidade do animal por seres humanos praticamente se extinguiu no país.

Uma tartaruga verde nada, passando por um cardume de peixes-borb

Das sete espécies de tartarugas marinhas do mundo, cinco estão no Brasil. Elas são: a tartaruga-cabeçuda, a tartaruga-de-couro, a tartaruga-de-pente, a tartaruga-oliva e a tartaruga-verde. A tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta) ainda encontra-se ameaçada no Brasil. Ela mede 136 cm de comprimento e pesa de 100 a 180kg. As áreas prioritárias de desova estão localizadas no norte da Bahia, Espírito Santo, norte do Rio de Janeiro e Sergipe.

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O Tamar estuda desde 2001 o deslocamento das tartarugas marinhas, através do monitoramento por satélite. Um transmissor é colocado nos animais com o objetivo de conhecer as rotas migratórias para entender melhor o ciclo de vida e o comportamento deles. O dispositivo envia dados sobre a posição geográfica do animal. A bateria do aparelho funciona até três anos. O trabalho do Projeto Tamar é variado. No porto de Itajaí, em Santa Catarina, os técnicos do Tamar, utilizam botes infláveis em saídas semanais para monitorar toda extensão do rio Itajai-Açú, onde são contabilizadas e abordadas as embarcações que podem fazer a pesca das tartarugas.

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O Projeto Tamar mantém programas permanentes de sensibilização e educação ambiental para informar os usuários de praias, moradores, empresários, pescadores e turistas sobre a importância de se proteger as tartarugas para que elas possam dar continuidade ao seu ciclo de vida.

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Como alternativa de renda, o Projeto Tamar comercializa produtos feitos pelos integrantes das comunidades onde está inserido. Todo o valor arrecadado é revertido para a proteção das tartarugas marinhas e para ajudar os moradores.

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Nas regiões litorâneas com potencial turístico, o projeto Tamar mantém centros de visitantes que funcionam como núcleos de sensibilização e educação ambiental, além de oferecer lazer, entretenimento e serviços. As estruturas colaboram com a geração de emprego e renda e arrecadam recursos para as ações de conservação das tartarugas marinhas.

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As tartarugas marinhas utilizam a praia para desova, garantindo o local adequado à incubação dos ovos e ao nascimento dos filhotes. Ao nascerem, as tartaruguinhas rumam ao alto-mar, onde encontram zonas de convergência de correntes que formam grandes aglomerados de algas e matéria orgânica flutuante. Nestas áreas, os filhotes encontram alimento e proteção e assim permanecem, por vários anos, migrando passivamente pelo oceano. Embora espécies como a tartaruga oliva (Lepidochelys olivacea) atinjam a maturidade entre 11 e 16 anos, as demais só se tornam adultas entre os 20 e 30 anos. A partir daí, passam a viver em áreas de alimentação, de onde saem apenas na época da reprodução, quando migram para as praias onde nasceram.Uma das campanhas de conscientização do Projeto Tamar conta com a ajuda espontânea de moradores de condomínios, donos de barracas e empreendimentos instalados em áreas onde há desovas para ajudar a fiscalizar e fazer o controle de veículos.

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O Projeto Tamar executa, desde 2001, o Programa Interação Tartarugas Marinhas e Pesca para enfrentar a maior ameaça às populações de tartarugas marinhas da atualidade: a mortalidade causada pelas pescarias. O Tamar realiza também embarques de observadores científicos para monitoramento e implementação de medidas mitigadoras (anzol circular, desenganchador de anzol e cortador de linha) para reduzir a captura e a mortalidade das tartarugas marinhas.Nas áreas de reprodução, as praias de desova são monitoradas todas as noites durante os meses de setembro a março, no litoral, e de janeiro a junho, nas ilhas oceânicas, por pescadores contratados pelo Tamar, chamados tartarugueiros. O patrulhamento noturno é feito para flagrar fêmeas em ato de postura, observar o comportamento do animal durante a desova, medir os animais e coletar material biológico para posterior análise genética.

Conheça o Projeto Tamar!

Visite: http://www.tamar.org.br

http://www.ubatuba.com.br/tamar/

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