O NOVO CORPO DA BARBIE

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Ok, mas mantenham disponível a Barbie clássica. As demais são e sempre serão as amigas da Barbie.

Jéssica Moraes

(comentário em uma postagem da página Barbie do Facebook)

Na última semana a Mattel apresentou ao mundo as novas bonecas Barbie, com três tipos de corpos representando a mulher de estatura mediana, a de estatura alta e a mulher com sobrepeso e de outras etnias fora as que já haviam (negra, ruiva, oriental,etc) além dessas características as bonecas também possuem tamanhos diferentes de pés.

É claro que as novas estaturas, não chamaram muito a atenção porque desde o lançamento de Stacie/Skipper, a irmã adolescente de Barbie, para todo mundo já existia a “Barbie baixinha” , a boneca alta também não chamou a atenção porque a Barbie sempre foi considerada uma representação de uma mulher alta, sendo assim, quem surpreendeu o mundo foi a “Barbie gordinha”  tanto que foi a escolhida para a capa da revista Time.

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AS GORDINHAS GANHAM O MUNDO

Desde os anos 90 que muito se critica o corpo da boneca mais famosa do mundo.

O corpo da boneca foi acusado de ser o responsável pelo boom dos casos de anorexia e de ser a causa de depressão e baixa autoestima em meninas do mundo todo.

Muitos artistas plásticos e designers criaram Barbies gordas para campanhas de conscientização, de críticas e piadas sobre a plástica utopicamente perfeita da boneca.

Já faz muito tempo que a Barbie não tem mais aquele par de seios enormes, cintura minúscula, quadril arredondado de nádegas pequenas e pernas longas e torneadas, ou seja aquele corpo de boneca. A partir final dos anos 90 e no decorrer dos anos 2000, o corpo da Barbie sofreu mudanças drásticas, se tornando cada vez mais realista e passou a existir três linhas de Barbie: uma linha para colecionadores e adoradores adultos, uma linha inspirada nos filmes de animação da Boneca e a linha “popular” com bonecas mais simples, com somente as articulações básicas e preço acessível. A Mattel, fabricante oficial, chegou a todas as partes do mundo e isso padronizou a fabricação das bonecas, aqui no Brasil, por exemplo, quem fabricava era a estrela e qualquer pessoa que viajava ao estrangeiro sabia que existia uma sensível diferença entre as Barbies daqui em comparação com as de outros países.

O universo de fantasia das Barbies das animações do cinema e dos jogos eletrônicos (as bailarinas, as princesas, as sereias, etc) contrastava com as da linha A, repletas de articulações, com diversas cores de pele, olhos e cabelos, com roupas seguindo as últimas tendências da moda e até roupas criadas por grandes grifes exclusivamente para as bonecas (as fashionistas e outras). Também pertencentes a essa linha superior , estavam as bonecas inspiradas nos personagens de filmes de sucesso, com aparência idêntica aos dos atores que interpretaram os personagens (como a Barbie e o Ken Saga Crepúsculo, por exemplo). Foi é claro, nessas linhas especiais onde houve maior desenvolvimento desse realismo na plástica das bonecas, a cada coleção, mais proximidade com características de mulheres e homens reais, loiros, negros, ruivos, morenos e asiáticos. Enfim, há bem mais de uma década Barbie não tem mais um corpo de boneca, tem um corpo de mulher.

A atual Barbie, tanto a de luxo como a simples, tem o corpo mais cheinho e curvilíneo, mais rechonchudo do que a da modelo com o corpo mais perfeito do mundo a Candice Swanepool, ou seja a Barbie é atualmente mais gorda do que uma top model, mas mesmo assim sua plástica continua sendo alvo de críticas e vista como um mau exemplo.

O mundo da moda descobriu um novo filão de mercado: as mulheres gordas. Esse mundo de muito dinheiro percebeu o quanto poderia lucrar com o aumento fenomenal do número de mulheres com sobrepeso no mundo, tendo a informação que essas mulheres não só consomem mais comida como também roupas e acessórios, por vício de consumismo causado por baixa autoestima, excesso de mimos e privilégios na infância e adolescência, vida sedentária e ociosa, alimentação baseada em produtos industrializados por não saberem cozinhar ou por excesso de horas de trabalho, por menos durabilidade devido ao maior desgaste em roupas e principalmente sapatos devido ao constante aumento das medidas e excesso de peso (que desgastam as solas) e outros inúmeros fatores. E assim surgiram as modelos “plus size”.

Se existem as modelos gordinhas, já estava mais que na hora de existir as Barbies gordinhas, afinal, mulheres gordas compram Barbies e agora estão acostumadas a consumirem coisas que são feitas “especialmente” para elas e é claro, as meninas gordinhas de hoje, serão as gordas de amanhã.

As modelos plus size representam um padrão de beleza tão inatingível para a maioria das mulheres quanto as modelos magérrimas, garotas e mulheres gordas não possuem aquelas cinturas finas, aquelas barrigas chapadas que são resultado de lipoescultura, seios na altura das axilas, que são próteses de silicone; a maioria das mulheres gordas não são altas como elas (as mulheres mais altas tendem a ser mais magras), têm muita celulite e estrias, coisas que não se vê na pele dessas modelos por causa do photoshop, tratamentos estéticos, maquiagem e juventude.

A Barbie gordinha ou curvilínea como é chamada é mais ou menos como as plus size, não tem bochechas proeminentes e nem queixo duplo e sua cintura é bem fina como uma gordinha com lipoescultura, enfim, uma beleza somente atingível com plástica, assim como

a da magrinha.

o menino estilista do comercial da Barbie com roupa da grife Moschino
menino barbie o menino estilista do comercial da Barbie com roupa da grife Moschino

BARBIE: BRINQUEDO DE MENINO

A fabricante da Barbie já havia chamado a atenção do mundo há pouco atrás, no ano passado, quando lançaram uma campanha publicitária onde aparecia um menino. Era a primeira vez que um garoto aparecia em um comercial de bonecas com a boneca mulher, a primeira vez que um comercial de bonecas era direcionado também para os meninos, mostrando que boneca também é um brinquedo consumido por meninos.

Desde o boom de mães solteiras, de mulheres que criam filhos sozinhas, que são chefes de família, que existe “pais” que compram bonecas para os filhos homens. Um pai heterossexual não compra uma boneca para o filho, casos assim são exceções, raras exceções daqueles pais que fazem todos os gostos dos filhos, qualquer coisa que o filho ou filha pedir ele podendo comprar, compra, podendo fazer, faz, ou seja, pessoas que não conseguem dizer não a um filho; em geral, não, isso não ocorre, um pai heterossexual não compra uma boneca para um filho e vai reagir negativamente caso o filho peça uma boneca de presente o que pode variar desde ficar deprimido a dar uma surra no garoto.

Mas, as mães, chefe de família sempre compraram e vão continuar comprando e toda pessoa inteligente sabe que o homossexual é homossexual desde a mais tenra infância, que essa história de “orientação sexual” vai cair por terra daqui há alguns anos assim como a história de “opção sexual” e o “homossexualismo” (que hoje é homossexualidade). E o do sexo masculino homossexual quando é afeminado, é algo perceptível já a partir dos 4/5 anos de idade,(a mulher homossexual masculinizada, a mesma coisa). Enfim, se existe menino que quer bonecas, meninos que brincam de bonecas e mães, avós e tias que compram era preciso ter um menino em um comercial de bonecas de preferência das bonecas da linha fashionista, a preferida dos meninos gays.

Os bonecos Ken já alguns anos possuem traços andróginos, no passado eram representações de homens másculos e viris, fortes, bronzeados, com rosto anguloso, etc… agora, quando olhamos para os bonecos Ken, vemos rapazinhos afeminados.

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AGORA NÓS PODEMOS PARAR DE FALAR DO MEU CORPO?

Agora a Barbie é brinquedo de menino, a Barbie não tem mais o corpo irreal de ampulheta, não tem mais uma beleza inatingível, a Barbie é negra, ruiva, morena e oriental, a Barbie agora é de diversas etnias; a Barbie é alta, a Barbie é baixinha e a Barbie enfim, é gordinha. Será que agora dá para pararem de falar da aparência dela?

Não, não vão parar de falar, ainda está faltando a Barbie obesa, deficiente, cadeirante, mutilada, com prótese, cega, com síndrome de down, etc, etc… a lista é infinita.

Mas uma coisa é certa, mesmo que sejam criadas todos esses tipos de Barbie que ainda faltam, a Barbie NUNCA SERÁ FEIA, sempre terá traços simétricos e harmônicos e isso SEMPRE incomodará muita gente.

E verdade seja dita, mesmo que criem Barbies com todos os biotipos humanos, as meninas e os meninos gays de todas as partes do mundo sempre desejarão a Barbie branca, loira, magra, de olhos azuis, rosto oval e nariz afilado, porque assim são as grandes Top Models (elas são mais magras que as Barbies fashionistas), as grandes estrelas do cinema (Jeniffer Lawrence tem o rosto mais bonito que o de muitas Barbies) e as estrelas da música (Kate Perry é mais branca do que a Barbie mais branca), PORQUE DESEJARÃO, COBIÇARÃO, SEGUIRÃO, IMITARÃO O REFERENCIAL HUMANO E O REFERENCIAL HUMANO É A INFLUÊNCIA MÁXIMA.

As meninas se tornam anoréxicas para terem o corpo da modelo, da atriz e da cantora que elas vêem nas revistas, na TV, no Cinema e na internet E NÃO POR CAUSA DE UMA BONECA.

A mudança começou com as bonecas, quando deveria ter começado com as pessoas.

Mas, enfim, foi uma mudança e o mais importante, foi um COMEÇO. Vamos torcer para que a mudança nas bonecas influencie um sentimento de mudança real, por sentimento e não por mercado, por dinheiro e lucros, na sociedade, nas pessoas.

PS:

Espero que as mudanças sejam estendidas ao Ken, seria legal ver um Ken gordinho, um altão, um baixinho, um Ken calvo (seria o máximo um carequinha) , um Ken grisalho (um coroa) e é claro, o mais interessante, um Ken com uma aparência bem máscula.

E também gostaria de ver as Barbies maduras, com aparência de mulheres a partir dos 45 anos e porque não, uma Barbie vovó?

Seria maravilhoso ser uma menina rica nos tempos de hoje para poder ter essas bonecas diferentes. Quando eu era criança, só tinha uma Barbie e um Ken, uma amiga da Barbie, a sua irmã Skipper e uma boneca similar a Barbie. Essas bonecas e umas três bonecas com aparência de criança de tamanhos desproporcionais, eram os únicos “atores” com aparência humana das minhas histórias, os outros personagens, apesar de serem pessoas, eram representados por bichos de borracha, de pelúcia, etc… O sujeito gordo e bonachão era um urso de pelúcia, a boneca bebê careca, com uma peruca ou lenço na cabeça, era a mulher gorducha, etc…rsrs

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