O QUE REALMENTE ACONTECEU NO OSCAR 2017

O Oscar 2017 foi um grande “conserto” da polêmica do “Oscar so White”, o “Oscar Branco” do ano passado, onde houveram muitos protestos pela falta de negros entre os indicados. Para “consertar” o “erro” do ano anterior indicaram e premiaram o maior número de artistas e realizadores negros possível.

Porém, os brancos resolveram protestar contra isso e eis o que aconteceu:

No momento de anunciar o vencedor do prêmio de Melhor Filme, Faye Dunaway e Warren Beatty que já sabiam, ali pelos bastidores quem era o vencedor, se recusaram a anunciar o mesmo e Faye anunciou o nome do filme que toda a comunidade da indústria cinematográfica julgava ser o merecedor do prêmio, o musical La La Land.

HOLLYWOOD, CA – FEBRUARY 26: Actors Faye Dunaway (L) and Warren Beatty speak onstage during the 89th Annual Academy Awards at Hollywood & Highland Center on February 26, 2017 in Hollywood, California. (Photo by Kevin Winter/Getty Images)

É claro que a produção que sabia exatamente quem era o vencedor entrou em pânico e mandaram o pobre do apresentador correr e tentar “consertar” a coisa de uma forma cômica, só que o próprio também estava tão surpreso que não soube como agir.

O produtor de La La Land ao ver o desespero da produção, desconfiou e revelou tudo. O nome do ganhador estava ali no envelope nas mãos de Warren todo o tempo, o produtor mostrou a toda a platéia, mas mesmo assim, o apresentador chegou cobrindo com panos quentes e chamou Warren para se justificar e o veterano deu a desculpa mais esfarrapada que a pessoa que falou no ponto eletrônico no ouvido dele conseguiu inventar.

Enfim, cagadas consertadas gerando mais cagadas que tiveram que ser consertadas…e às pressas, milhões foram pagos para a séria empresa de auditoria confirmar a desculpa esfarrapada.

Enfim, todos os indicados eram bons filmes e merecedores do prêmio, não foi uma grande injustiça Moonlight ganhar. Assim como Spotlight, o vencedor do ano passado, esse filme muito em breve será esquecido pelo grande público e entrará para a caixa de mais um filme sobre negros, racismo e homossexualidade ganhador do Oscar.

O grande beneficiado com toda essa confusão é sem dúvida La La Land, além de para a comunidade da indústria cinematográfica ser considerado o Melhor filme, pela tradição de que o filme que ganha os principais prêmios no Globo de Ouro e os prêmios das categorias músicas, fotografia, Melhor Atriz (protagonista) e direção sempre é o “melhor filme do ano” ; a quantidade de gracinhas feitas na internet pelos haters do filme e as homenagens feitas pelos admiradores, faz com que La La Land entre para a história e seja lembrado por muitos e muitos anos.

COMO SE FAZ CINEMA

cinema

Bem, pra começar, atualmente está tudo muito parecido com cinema: as novelas, os comerciais de televisão, além de praticamente todo mundo que faz vídeos para internet dizer que faz cinema e se auto intitular “cineasta” mesmo que seus filmes nunca tenham sido (e nunca sejam) exibidos em uma sala de cinema. Pois é, por isso que hoje se usa o termo AUDIOVISUAL.

O que é AUDIOVISUAL?

“Audiovisual – o que resulta da fixação de imagens com ou sem som, que tenha a finalidade de criar, por meio de sua reprodução, a impressão de movimento, independentemente dos processos de sua captação, do suporte usado inicial ou posteriormente para fixá-lo, bem como dos meios utilizados para sua veiculação”. (Fonte: Lei 9610/98 – Art. 5° Par. VIII – i)

O que pode ser considerado Audiovisual?

Filmes (para TV, internet ou cinema), comerciais, propagandas, trailers, documentários, séries, seriados, novelas, minisséries, educacionais (ensino à distância, telecurso), eventos filmados ao vivo (esportes, jogos, corridas), vídeo clips de música, entre outros.

O QUE É ROTEIRO?

Roteiro é o filme escrito, é isso aí, tudo o que você vê acontecer no filme foi escrito. Se a primeira cena de um filme são os olhos do personagem principal se abrindo, ele acordando pela manhã, mas você só vê os seus olhos, saiba que no roteiro provavelmente estava escrito: CENA 1 – INTERNA (porque está dentro da casa) DIA (é de manhã, lembra?)… PLANO DETALHE (close nos olhos) OLHOS DE PEDRO (o personagem)… e por aí vai.

Tudo o que acontece, o que os personagens falam e até mesmo o momento em que entra alguma música específica, está escrito no roteiro. Um roteiro mal escrito é como uma história mal contada, pode resultar num filme sem pé nem cabeça ou num filme muito devagar. Mas, muitas vezes o roteiro é muito bem escrito e o diretor, com o perdão da palavra “caga” tudo, trocando a sequência das cenas, fazendo elas mais longas do que foram propostas e aí o resultado é aqueles filmes chatos geralmente rotulados de “filmes de arte ”-embora nem todo filme de arte seja chato – como tem gosto pra tudo, tem quem goste.

Se você – ou alguém que você conhece – teve uma boa ideia pra um filme e escreveu algumas páginas contando a história que você queria que virasse filme, isso é chamado de ARGUMENTO.

Se a ideia que escreveu é só o mote da história tipo: “Milionário sem filhos, velho, doente em estado terminal, decide deixar toda a sua fortuna para o cachorro em testamento e então, surgem seus parentes distantes interessados no dinheiro que tentam matar o cachorro de várias formas.” Isso se chama STORY LINE = a história em uma linha, ou poucas linhas, ou seja, a ideia inicial. Parece com a famosa SINOPSE, com a diferença que na sinopse, a história já tem nome e já está completamente escrita, e assim pode-se acrescentar até uma chamada, pra chamar a curiosidade de quem vai ler o roteiro ou assistir o filme – no caso do filme já pronto – como, por exemplo: “Conseguirá o pobre Rex III escapar da maldade e ambição dos inescrupulosos familiares do Sr. Mac Dowell?”

STORYBOARD

É o roteiro desenhado, muitas vezes chega a parecer muito com uma história em quadrinhos. Nem todos os roteiristas fazem Storyboard, alguns por não saberem desenhar e outros por coerência, afinal, o diretor pode – e geralmente o faz – mudar a ordem das coisas. Na cena dos olhos se abrindo do nosso primeior exemplo, o diretor pode resolver que a imagem seja do rosto inteiro do personagem ou dele inteiro deitado na cama vista do ponto de vista do teto. Em filmes onde há elementos de animação de computação gráfica, como por exemplo, monstros, extraterrestres, duendes, etc… o STORYBOARD é essencial.

 

Outros termos que também são meio parecidos e chegam até a ser confundidos ou considerados como a mesma coisa são: MONTAGEM e EDIÇÃO.

MONTAGEM

O filme é gravado em partes, pedaços que são as cenas e os PLANOS (PLANOS = os ângulos de filmagem,o ponto de vista da câmera, ex: close, de longe, etc…vou explicar sobre eles mais adiante). Bem, é preciso unir, juntar essas partes seguindo a sequência que está no roteiro e é isso que é montagem, é mais ou menos como montar um quebra-cabeça. No passado quando os filmes eram gravados em filmes de rolo, era necessário colar os pedaços de fita num negócio chamado “moviola”, que até hoje é encontrada em lugares onde se fazem restaurações de filmes antigos.

A mãe da famosa Marilyn Monroe era montadora da RKO (antiga empresa de cinema), o nome dela nunca esteve nos créditos de nenhum filme, porque o nome que aparecia nos créditos era sempre o do chefe dela. Era assim, algumas mulheres ficavam ali colando os pedaços de fita seguindo as instruções do roteiro e as ordens do chefe que era o responsável por essa parte o “montador”, que poucas vezes colocava realmente as mãos na massa. Em resumo, existia uma equipe, mas os nomes dos que faziam o trabalho mais pesado não apareciam nos créditos, principalmente porque geralmente eram mulheres.

moviola

Montagem é considerada um dos trabalhos mais difíceis do cinema, filmes de ação e terror são geralmente os mais difíceis, pois numa cena de poucos segundos existem várias imagens diferentes, por exemplo: numa cena de perseguição tem a imagem do rosto do motorista aflito, a imagem do carro correndo, a imagem dos pés do personagem nos pedais do carro (acelerando ou freiando), a mão do personagem trocando de marcha, os olhos do personagem olhando no retrovisor, a imagem do carro do perseguidor no retrovisor, o rosto do personagem voltando-se pra trás, a imagem do carro do perseguidor no para-brisa traseiro, o carro do perseguidor, o rosto do perseguidor, o ponto de vista dele vendo o carro a sua frente, o ambiente(rua ou estrada) onde os carros passam, as rodas do carro passando pela lombada, etc, etc…todos esses pedacinhos de poucos segundos, quase um piscar de olhos, seguidos um dos outros…ufa! É realmente um trabalhão fazer isso…a mãe de Marilyn terminou louca internada em um hospício…mas a maioria dos montadores não fica louco não, principalmente hoje em dia com a tecnologia digital, que facilitou muito as coisas.

EDIÇÃO

Edição pode parecer a mesma coisa que a montagem, mas não é, porque não se resume apenas a montar os pedaços do quebra-cabeça. Na edição melhora-se a imagem (escurecendo ou clareando), adiciona-se a música e os ruídos (que já foram editados pelos editores de áudio), os efeitos especiais e etc. O trabalho de edição é dividido em partes: edição de áudio, edição de imagem, edição de efeitos especiais e na edição final todos os ingredientes são misturados na massa do bolo.

A Montagem e a Edição definem o ritmo de um filme, que pode ser aquela coisa lenta, arrastada, chata ou uma coisa dinâmica, rápida, alucinante, onde quase tudo passa batido ou ainda pode ser perfeita, resultando naqueles filmes que nunca saem da nossa memória.

PLANOS

Então vamos aos PLANOS, em críticas vocês vão ler sempre algo sobre “plano sequência”, o mais comumente criticado, então vamos entender o que são os planos. Como eu disse anteriormente são os ângulos, os pontos de vista do “olho”, da visão da câmera. Então existem o PLANO GERAL que é quando você vê a paisagem, o ambiente inteiro (de uma rua, praia, céu, deserto, cidade, etc.); tem o PLANO DETALHE que é quando se vê em close, (de pertinho, apenas um olho, uma mão, um botão, etc.); oPRIMEIRO PLANO quando vemos, por exemplo, somente o personagem do peito pra cima;PRIMEIRÍSSIMO PRIMEIRO PLANO que é o close do rosto do personagem, por exemplo; e o famosoPLANO AMERICANO  que é quando vemos o personagem da metade do corpo pra cima.

Existe uma curiosidade com relação ao PLANO AMERICANO, sabem por que ele leva esse nome? Por causa dos filmes de Faroeste, onde era necessário mostrar a arma do personagem pendurada ali no coldre no quadril do personagem ao mesmo tempo em que se via seu rosto e seu chapéu; esse enquadramento que fazia com que tudo isso ficasse na tela, nem muito longe que não desse pra ver o rosto e nem muito perto para que desse pra ver a arma na altura do quadril e coxa, foi criado para os filmes de Faroeste pelos americanos, ele curiosamente não existia antes e é por isso que leva esse nome.

PLANO SEQUÊNCIA, são várias imagens no mesmo plano (mesma altura, ângulo e ponto de vista) seguidas parecendo que ligou-se a câmera e saiu gravando direto sem cortes. Em grande parte das vezes, principalmente no passado, era assim mesmo, mas hoje em dia dá pra criar essa ilusão na montagem. Um exemplo seria um personagem subindo escadas, onde se vê apenas os pés deste e vê-se os pés subindo a escada até o fim dela, somente os pés. Isso pode ser feito com a câmera gravando e acompanhando realmente a subida na escada, até o fim, isso seria um autêntico PLANO SEQUÊNCIA.

PLANO SEQUÊNCIA costuma ser confundido com um MOVIMENTO DE CÂMERA chamado Travelling. Mas MOVIMENTO DE CÂMERA é uma coisa e PLANO é outra. Então vamos aos movimentos:

TRAVELLING é quando a câmera “anda” na horizontal, ela pode tanto estar “andando” tanto nas mãos do câmera como num carrinho.

Quando vemos numa cena, por exemplo, um prédio de baixo pra cima – a visão vai subindo até o topo – isso se chama TILT UP, o contrário disso, de cima para baixo, se chama TILT DOWN.

Nos filmes dos anos 60 e 70 eram muito usados o ZOOM IN que é aquela aproximada, aquela chegada perto, aquela aumentada onde a gente vê o rosto ou alguma coisa que estava acontecendo de longe e oZOOM OUT era a “afastada” o distanciamento. Os dois movimentos geralmente ocorriam em cenas de Plano Geral, hoje em dia é muito difícil ver esses movimentos em filmes (a não ser em filmes do Tarantino rsrs).

Agora uma das coisas mais difíceis de se fazer e que deveria sempre ser feito em todas as cenas de flashback e sonho é a chamada CÂMERA SUBJETIVA, que é o ponto de vista do personagem, o olhar do personagem. Quando nos lembramos de algo que nos aconteceu nós não nos vemos na situação como se fossemos alguém de fora que tivesse assistido o acontecido, a gente lembra do que os nossos olhos viram e nós somente conseguimos nos ver em espelhos, fotos ou filmagens. Conseguimos ver nosso corpo, mas nunca nosso próprio rosto, nossos olhos não saem fora da cara e dão a volta pra gente ver nosso rosto (ainda bem! Já pensou que horror?), assim sendo, em todas as cenas de flashback a visão da câmera devia ser a visão dos olhos do personagem. Quem sabe no futuro, essa consciência mais realista, seja aceita e usada por todos os realizadores de audiovisual, afinal o ser humano tende a evoluir – ou não?

PRODUÇÃO

PRODUÇÃO é a parte onde o dinheiro é uma das coisas essenciais. Quando se pega um roteiro e anota-se tudo o que vai precisar para fazer o filme: número de atores (ELENCO), FIGURINO (= roupas), objetos, LOCAÇÕES (= os lugares onde as cenas acontecem) e tudo o mais que se vai precisar pra fazer o filme, é o que se chama DECUPAGEM. O trabalho que se tem para conseguir tudo o que foi compilado na decupagem é o trabalho da produção. Quando você ler numa crítica que a bilheteria ultrapassou em dobro a produção é que o filme gerou mais dinheiro do que foi gasto nele e quando ler que “os Produtores” fizeram o diretor aceitar um ator que não era o que ele havia escolhido, quer dizer que quem conseguiu o dinheiro (RECURSOS) para o filme é quem manda mais, é quem realmente é responsável pela concretização daquele projeto que estava no papel, por isso tem o direito de decidir quem trabalhará no mesmo. Quando ler sobre isso, antes de xingar os produtores ou o ESTÚDIO (= empresa que faz filmes); pense melhor, senão fosse por eles haveriam um número maior de atrizes e atores ruinsPROTAGONIZANDO (= fazendo o papel principal) em grandes filmes só porque transam com os diretores e isso resultaria em grandes filmes que teriam se tornado grandes porcarias. DIRETORES (DIRETOR= o contratado para dirigir um filme) e CINEASTAS (CINEASTA= artista que cria filmes geralmente escritos e dirigidos por ele mesmo), de renome costumam forçar os produtores a aceitarem os seus “protegidos”.

Enfim, é isso, dei uma explicada básica nos mais básicos termos técnicos do cinema/audiovisual.

O “DEUS PAI TODO PODEROSO”

Se você ainda não assistiu o clássico O PODEROSO CHEFÃO por achar que é um filme longo, chato e ainda por cima violento, você não sabe o que está perdendo.

Não vou falar aqui da fotografia maravilhosa, das interpretações magistrais (de Marlon Brando, Al Pacino, Robert De Niro, Diane Keaton, Robert Duval e John Cazale), do roteiro excelente e da direção (do genial do grande Francis Ford Copolla), porque sobre isso muitos já falaram; vou falar aqui sobre a história, afinal para nós, o público, um bom filme é nada mais nada menos que uma história bem contada. A trilogia O PODEROSO CHEFÃO – em especial a parte I e II – são grandes filmes porque contam uma grande história.

Sabe aquele velho ditado “um é pouco, dois é bom e três é demais”? Se aplica bem a saga O Poderoso Chefão. A Parte três deveria ter sido gravada na mesma época da parte 2 (pelo menos até a década de 80), a fotografia e tudo o mais, não “casa” com os dois primeiros filmes. Se você conseguir a façanha de assistir aos três filmes no mesmo dia ou um em cada dia seguido, sentirá isso. É a mesma história, a continuação, o gran finale, mas não se encaixa cinematograficamente/fotograficamente falando.

Com relação à história baseada no livro Homônimo de Mario Puzzo – que também escreveu o roteiro junto com o diretor – você vai ver que a Máfia é muito parecida com igreja, política e Show Business (mundo/ mercado artístico: teatro, cinema, televisão, dança, música e mundo da moda) ou seja: um negócio que depois que você entra dificilmente consegue sair e quando consegue, sai marcado pra sempre; um negócio onde as pessoas fingem fazerem parte por causa de uma ideologia ou fé, mas apenas 10% acredita realmente na causa; um negócio onde as pessoas só entram visando serem ajudadas por outras para conseguirem o que querem na vida; um negócio onde cada um está ali visando os próprios interesses mas finge estarem pensando no coletivo; um negócio onde a principal qualidade que se deve ter para obter sucesso é saber bajular; um negócio onde a troca de favores é a base principal; um negócio onde tem um líder que todos tem que bajular e servir em troca dos favores que a sua influência pode propiciar; um negócio onde as pessoas fingem serem amigas e se amarem mas todos estão dispostos a trair até o seu próprio sangue para alcançarem seus objetivos, e etc, etc… E a grande lição que os filmes nos dão é que praticamente ninguém nesse negócio (s) consegue ser realmente feliz, principalmente os que obtêm mais sucesso, porque é tanta sujeira, mas tanta sujeira, tanta merda, que quanto mais você mexe mais fede, quando você tenta limpar termina se sujando mais ainda e por mais que tente se limpar sempre restam manchas e… o cheiro fica pra sempre.

A personagem Kay (Diane Keaton), a mulher de Michael Corleone (Al Pacino) é a única pessoa íntegra na história toda, a única que entrou para a família apenas por amor e que conseguiu sair limpa de qualquer tipo de culpa, mas levando marcas profundas de tudo o que viveu e testemunhou.

Os personagens são tão humanos que será impossível você não se identificar de alguma forma com algum deles, para sua alegria ou seu espanto.

Pegue aquele dia chuvoso em que você está em casa ou por falta de grana num feriado ou por estar doente, um dia, onde você não tenha nada de importante pra fazer e assista as partes I e II seguidas ou a parte I e a primeira metade da parte II num dia e a segunda metade do II e o III no dia seguinte, e saboreie essa grande história. Você não vai se arrepender!

doncorleone

Marlon Brando imortalizou Don Coleone e se tornou a imagem/sinônimo de Chefão de Máfia.

michaelcorleone

Quem não assistiu o filme não sabe que o verdadeiro “Poderoso Chefão” do título não é o Marlon Brando (Don Vito Corleone) e sim Al Pacino (Michael Corleone).

kay

Kay (Diane Keaton) a única pessoa de carácter íntegro da história

o-poderoso-chefao-ii-foto-21

Robert De Niro, lindo e jovem como Vito Corleone jovem em O Poderoso Chefão Parte II

michaelvelho

AL Pacino/ Michael Corleone na maturidade:O grande chefão termina solitário e infeliz no final da história.

Dos Livros para o cinema

É grande a expectativa em relação à adaptação cinematográfica do livro Cinquenta Tons de Cinza. Até já surgiram algumas polêmicas sobre a escolha do ator que interpretará o personagem Christian Grey: o ator que a imprensa divulgou que faria o papel, Charlie Hunnan, desistiu do trabalho; um ator pornô (James Deen) é um dos mais cotados para o papel e o público clama pela escolha do ator Ian Somerhalder.

O preferido das leitoras do livro para viver Christian Grey
O preferido das leitoras do livro para viver Christian Grey

O cinema tem em sua história várias adaptações literárias de sucesso: “E…o Vento Levou”, “Doutor Jivago” entre os clássicos e “Harry Potter”,” Senhor dos Anéis” , “Crepúsculo” e “As Aventuras de Pi” entre os mais recentes.

Muita gente gosta de dizer: “o livro é sempre melhor do que o filme”; eu discordo, existem filmes que são superiores ao livro e A Saga Crepúsculo e Harry Potter são bons exemplos, a grande maioria dos expectadores dos filmes não tiveram ânimo para lerem os livros, nem antes, muito menos depois.

Existem aqueles que acreditam que o cinema faz essas adaptações para pegar carona no sucesso das obras literárias, o que já garantiria a bilheteria, já que os leitores dos livros irão sem dúvida, assistir as adaptações no cinema; outros pensam que a indústria cinematográfica projeta que se o livro fez sucesso, vendeu muito, gerou muitos lucros, é uma garantia de que dará muito mais lucro como filme. Na verdade as duas formas de pensar contam pontos na hora de se decidir fazer uma adaptação cinematográfica, mas nenhuma das duas é o que realmente é mais relevante. O objetivo na verdade é fazer uma espécie de “venda casada”: quem assistir ao filme e gostar, vai se interessar em ler o livro e comprando o livro comprará também outros produtos relativos ao filme e assim empresas de vários segmentos do entretenimento/cultura saem ganhando com a mesma “coisa”.

Os produtos que são geralmente relacionados a um filme que sempre costumam terem boas vendas são: o próprio filme (antes em K7 e hoje dia em DVD ou Blue Ray) a trilha sonora e brinquedos. De uns tempos pra cá começaram a serem lançados livros com o roteiro e biografias lançadas somente após o lançamento dos filmes que são baseados em histórias reais. Aumentou o interesse em aliar o comércio do produto “filme” com o produto “livro”.

Existem centenas de milhares de pessoas que somente se interessam em ler o livro após ver o filme (e gostar do que assistiu, é claro). A multidão de expectadores que viu “Crepúsculo” e “Harry Potter”,  que apaixonaram-se pela história mas depois não conseguiram ler o livro, COMPRARAM os livros; gostando ou não gostando o dinheiro entrou, as empresas lucraram, tanto a cinematográfica quanto a literária. É isso o que interessa.

Eu confesso que faço parte do grupo de pessoas que se sentem motivadas a lerem um livro depois de verem um bom filme baseado na obra. Até agora só tive uma decepção: “O Caçador de Pipas”. Não acho que o livro seja “melhor” do que o filme, até porque gostei muito do filme, mas depois de ler o livro achei que o roteiro foi mal escrito. A tentativa de suicídio de Sohrab no final do livro era o “plot point” perfeito, a catarse perfeita e fez uma tremenda falta no filme. A narrativa do livro já é bem objetiva e concisa, já era praticamente um roteiro para um filme de quatro horas. Para um filme de pouco mais de uma hora pouca coisa precisava ser “cortada”. O momento do romance de Amir e Soraya, a cena do casamento foi tão longa… O que teria acontecido que fez com que o autor do livro não tenha escrito um bom roteiro? (Khaled Hosseini também assina o roteiro, só que junto com David Benioff).

Já adquiri os livros da trilogia Cinquenta Tons de Cinza, dessa vez vou ler o livro antes de ver o filme, pra ver o que acontece.

PS: E com relação à escolha do ator para o papel de Grey, torço para o James Deen, acho que seria legal se ele (e outros também) tivesse a oportunidade de migrar do pornô para o cinema “tradicional”.

JamesDeen

AMANHECER PARTE 2

No último domingo assisti AMANHECER PARTE 2 o gran finale da Saga Crepúsculo.
Que gostoso! Matinê, sala lotada, gente de todas as idades e de todos os tipos.
Que divertido! Quando todos riram nos momentos cômicos, como por exemplo, quando o grande vilão, o chefe dos Volturi da um gritinho afeminado ao ouvir o som das batidas do coração de Renesmee.
Que delícia!Ouvir, os suspiros, os risinhos nervosos e as exclamações da galera feminina no momento em que Jacob tira a roupa aos poucos para mostrar ao pai de Bella a sua transformação em lobisomem. Aquela criatura morena, linda, de cuequinha de algodão cinza…Ai…ai…
Que legal! Todos tensos e ansiosos torcendo pelo clã Cullen e seus aliados no momento da grande batalha contra os Volturi, só se ouvia os murmúrios: “Isso!Bate, bate!” “Mata! mata!”.
Que máximo! O sonoro e uníssono “Oh!” de surpreendimento seguido de suspiros de alívio no Plot Point final, a grande virada do roteiro, quando tudo parecia ser uma coisa e de repente revelou-se que era outra (não vou contar para não estragar a surpresa).
Que lindo! Ver pessoas chorando de emoção com a declaração de amor final de Bella para Edward.
Assim foi ver o final do Romeu e Julieta do nosso tempo, a era da internet: EMOCIONANTE! INESQUECÍVEL!